sexta-feira, 31 de maio de 2013

Olimpíada de Matemática - OBMEP 2013

No próximo dia 4 de junho, os alunos do Liceu Escola participarão da Olimpíada de Matemática - OBMEP 2013.


CLIQUE PARA VER O VIDEOCLIPE:





Postado por Prof. José Carlos

quinta-feira, 30 de maio de 2013

HISTÓRIA

CORPUS CHRISTI

Corpus Christi (expressão latina que significa Corpo de Cristo) é uma festa católica. É um evento baseado em tradições católicas. É realizada na quinta-feira seguinte ao domingo da Santíssima Trindade, que, por sua vez, acontece no domingo seguinte ao de Pentecostes. É uma "Festa de Guarda", isto é, para os católicos, é obrigatório participar da Santa Missa neste dia, na forma estabelecida pela conferência episcopal do país respectivo. 
A procissão pelas vias públicas, quando é feita, atende a uma recomendação do Código de Direito Canônico (cânone 944) que determina ao bispo diocesano que a providencie, onde for possível, "para testemunhar publicamente a adoração e a veneração para com a Santíssima Eucaristia, principalmente na solenidade do Corpo e Sangue de Cristo." É recomendado que, nestas datas, a não ser por causa grave e urgente, não se ausente da diocese o bispo (cânone 395).
HISTÓRIA
A origem da Solenidade do Corpo e Sangue de Cristo remonta ao século XIII. A Igreja Católica sentiu necessidade de realçar a presença real do "Cristo todo" no pão consagrado. A Festa de Corpus Christi foi instituída pelo Papa Urbano IV com a bula Transiturus de hoc mundo, de 11 de agosto de 1264, para ser celebrada na quinta-feira após a Festa da Santíssima Trindade, que acontece no domingo depois de Pentecostes.
O papa Urbano IV, na época o cônego Tiago Pantaleão de Troyes, arcediagodo Cabido Diocesano de Liège, na Bélgica, recebeu o segredo das visões da freira agostiniana Juliana de Mont Cornillon, que teve visões de Cristo demonstrando desejo de que o mistério da Eucaristia fosse celebrado com destaque.
Por solicitação do papa Urbano IV, que, na época, governava a Igreja, os objetos milagrosos foram para Orviedo em grande procissão, sendo recebidos solenemente por sua santidade e levados para a Catedral de Santa Prisca. Esta foi a primeira procissão do Corporal Eucarístico. A 11 de agosto de 1264, o papa lançou de Orviedo para o mundo católico através da bula Transiturus de hoc mundo o preceito de uma festa com extraordinária solenidade em honra do Corpo do Senhor.
Para o máximo esplendor desta comemoração, desejava Urbano IV um Ofício para a Missa a ser cantada naquela solenidade. O Ofício escolhido foi de São Tomás de Aquino, cujo título era Lauda Sion (Louvor a Sião), permanecendo até a atualidade como um dos cânticos na celebração desta solenidade.
A festa de Corpus Christi foi decretada em 1269.
O decreto de Urbano IV teve pouca repercussão, porque o papa morreu em seguida. Mas se propagou por algumas igrejas, como na diocese de Colônia, na Alemanha, onde Corpus Christi é celebrada desde antes de 1270. A procissão surgiu em Colônia e difundiu-se primeiro na Alemanha, depois na França e na Itália. Em Roma, é encontrada desde 1350.
A Eucaristia é um dos sete sacramentos e foi instituído na Última Ceia, quando Jesus disse: "Este é o meu corpo... isto é o meu sangue... fazei isto em memória de mim". Segundo Santo Agostinho, é um memorial de imenso benefício para os fiéis, deixado nas formas visíveis do pão e do vinho. Porque a Eucaristia foi celebrada pela primeira vez na Quinta-Feira Santa, Corpus Christi se celebra sempre numa quinta-feira após o vinho sangue de Jesus Cristo, em toda Santa Missa, mesmo que esta transformação da matéria não seja visível.
Corpus Christi é celebrado 60 dias após a Páscoa, podendo cair, assim, entre as datas de 21 de maio e 24 de junho.
A FESTA NO BRASIL
Em muitas cidades portuguesas e brasileiras, é costume ornamentar as ruas por onde passa a procissão com tapetes de colorido vivo e desenhos de inspiração religiosa. Esta festividade de longa data se constitui uma tradição no Brasil, principalmente nas "cidades históricas", que se revestem de práticas antigas e tradicionais e que são embelezadas com decorações de acordo com costumes locais.
A FESTA NO PARÁ
No Pará, o município de Capanema se destaca. Mais de um mês antes da comemoração de Corpus Christi, Capanema, município localizado no nordeste paraense, se prepara para o grande dia. Nas horas que antecedem a bela romaria que ocorre pela amanhã, dezenas de pessoas, de todas as idades, se revezam na confecção de um grande tapete estendido no entorno da Igreja Matriz. Cerca de dez toneladas de serragem tingida formam imagens que celebram o Ano da Fé e a Jornada Mundial da Juventude, ao longo de  1.300 metros. 
A tradição de estender o tapete partiu espontaneamente dos fiéis e não tem data certa de origem. 
A missa campal acontece às 7h. Em seguida, a procissão parte da Igreja Matriz e tem entre 1h30 a 2h de duração, com paradas para homenagens. 
Tapete para comemorar o Corpus Christi, em Capanema, Pará
Rua ornada para a Festa de Corpus Christi
Max Marcelo, Adriano Lobato e Alexandre Ferreira
Fontes: 
http://pt.wikipedia.org/wiki/Corpus_christi
http://diariodopara.diarioonline.com.br
http://pelasruasdebelem.zip.net/images/CapanemaCChristiTapete1.jpg
http://np3.brainternp.com.br/upload/amaleblon/corpus01.jpg
Pesquisa: Adriano Lobato, Alexandre Ferreira e Max Marcelo  (Turma 703)
Revisão: Prof. Allyson Fabrício (História)
Postado por Prof. José Carlos

quarta-feira, 29 de maio de 2013

ARRASTÃO CULTURAL 2013

SAMBA-ENREDO

Apresentação
O Arrastão Cultural é o tradicional cortejo que o Liceu Escola realiza pelas ruas de Icoaraci, sempre no mês de junho, fechando o primeiro semestre do ano letivo. Em 2013, o evento assume a forma de Escola de Samba, organizando-se em alas e alegorias, e trazendo como enredo o tema gerador de 2013: “Liceu Escola mergulhando na diversidade sociocultural e geográfica de Belém”.
O enredo estabelece um diálogo entre a capital paraense e seus Distritos, especialmente Icoaraci, tomando como fio condutor o estudo desenvolvido na escola sobre autores e manifestações culturais paraenses, articulados numa perspectiva sociocultural e econômica para mostrar no desfile, que acontecerá em 28 de junho de 2013, saindo do Liceu às 16h, como e o que a escola vem realizando em sua missão de educar.


Videoclipe do Samba-Enredo

Janice Lima
Letra: Janice Lima
Música: Xaxá
Postado por Prof. José Carlos

quarta-feira, 22 de maio de 2013

22 de Maio - Dia do Abraço


Dizem os orientais que,
quando abraçamos uma pessoa querida a quem amamos,
devemos fazer da seguinte forma:
inspirando e expirando três vezes,
e aí sua felicidade se multiplicará pelo menos dez vezes.

O efeito terapêutico do abraço é inegável.
Diante disso, não podemos esperar para abraçarmos a quem queremos bem.

Se você estiver sentindo um vazio interior, 
tente abraçar o seu(sua) amigo(a),

deslizando delicadamente a mão sobre as costas dele(a),
para que o(a) sentir junto a você.

Nos momentos de dor e de alegria,
é que vemos o bem que
um grande abraço nos causa.

Pelo abraço,
transmitimos emoções,
recebemos carinho,
trocamos afeto,
compartilhamos alegria,
amenizamos dores,
Mylena e Heloísa
demonstramos amizade,
doamos amor,
expressamos nossa humanidade.

É tempo de enlaçarmos nossos braços num terno,
profundo e afetuoso abraço.

Fonte: Mensagens e Poemas
http://mensagensepoemas.uol.com.br/abraco/22-de-maio-dia-do-abraco-3.html

Pesquisa: Mylena e Heloísa
Postado por Prof. José Carlos

domingo, 19 de maio de 2013

EJA: 1º Conselho de Totalidades do Ano Letivo 2013

Nos dias 14, 15 e 16 de maio, a Educação de Jovens e Adultos do Liceu Escola realizou o 1º Conselho de Totalidades do Ano Letivo 2013. No dia 14, foram avaliadas as turmas da 3ª Totalidade; no dia 15, as turmas da 4ª Totalidade; e no dia 16, as turmas da 1ª e 2ª Totalidades.
O Conselho de Totalidades é a instância máxima avaliativa na proposta da Totalidade do Conhecimento. É realizado a cada bimestre letivo, com a participação de alunos, pais de alunos menores de idade, professores e a coordenação pedagógica, e visa, principalmente, constatar os progressos e dificuldades dos alunos e, assim, reorientar a qualidade do trabalho docente. Além disso, busca superar a prática excludente e classificatória, assumindo uma perspectiva inclusiva e mediadora da aprendizagem.

O Técnico Administrativo Raimundo Monteiro coordenou as reuniões de avaliação

Participação do Prof. Palmiro Alvão




Raimundo Monteiro explica os objetivos da avaliação na proposta da Totalidade do Conhecimento

Participação do aluno Anderson Moraes, da 4ª Totalidade

Avaliação da 1ª Totalidade
1ª Totalidade
Avaliação da 2ª Totalidade
Texto e Imagens: Prof. José Carlos

Postado por Prof. José Carlos

quarta-feira, 15 de maio de 2013

ANIVERSÁRIO DA PROFESSORA EDNA SANTOS

A comunidade do Liceu Escola comemorou, no dia 14/05 (terça-feira), o aniversário da professora de Língua Portuguesa e Literatura, Edna Maria Santos Cruz, presidente do Conselho Escolar da Instituição, atuante em vários projetos que tratam da literatura paraense.
Os colaboradores do blog do Liceu também prestam a sua homenagem a essa grande parceira das atividades desenvolvidas nas Salas de Informática Educativa. Desejamos muita saúde e paz, e que a nossa parceria continue sempre profícua!

Profª Edna Santos e o  banner de um de seus projetos desenvolvidos no Liceu Escola

A professora Edna Santos é parceira frequente da Sala de Informática Educativa






 Postado por Prof. José Carlos

segunda-feira, 13 de maio de 2013

ARRASTÃO CULTURAL 2013: SAMBA-ENREDO


       





SAMBA-ENREDO:
AGUARDEM A NOVA VERSÃO!

Janice Lima
Postado por Prof. José Carlos

Letra: Janice Lima
Música: Xaxá



domingo, 12 de maio de 2013

ABOLIÇÃO DA ESCRAVATURA - LEI ÁUREA - 13 DE MAIO DE 1888

Introdução

Na época em que os portugueses começaram a colonização do Brasil, não existia mão de obra para a realização de trabalhos manuais. Diante disso, eles procuraram usar o trabalho dos índios nas lavouras; entretanto, esta escravidão não pôde ser levada adiante, pois os religiosos se colocaram em defesa dos índios condenando sua escravidão. Assim, o s portugueses passaram a fazer o mesmo que os demais europeus daquela época. Eles foram à busca de negros na África para submetê-los ao trabalho escravo em sua colônia. Deu-se, assim, a entrada dos escravos no Brasil. 

Processo de abolição da escravatura no Brasil 

Os negros, trazidos do continente Africano, eram transportados dentro dos porões dos navios negreiros. Devido as péssimas condições deste meio de transporte, muitos deles morriam durante a viagem. Após o desembarque eles eram comprados por fazendeiros e senhores de engenho, que os tratavam de forma cruel e desumana. 

Apesar desta prática ser considerada “normal” do ponto de vista da maioria, havia aqueles que eram contra este tipo de abuso. Estes eram os abolicionistas (grupo formado por literatos, religiosos, políticos e pessoas do povo); contudo, esta prática permaneceu por quase 300 anos. O principal fator que manteve a escravidão por um longo período foi o econômico. A economia do país contava somente com o trabalho escravo para realizar as tarefas da roça e outras tão pesados quanto estas. As providências para a libertação dos escravos deveriam ser tomadas lentamente. 

A partir de 1870, a região Sul do Brasil passou a empregar assalariados brasileiros e imigrantes estrangeiros; no Norte, as usinas substituíram os primitivos engenhos, fato que permitiu a utilização de um número menor de escravos. Já nas principais cidades, era grande o desejo do surgimento de indústrias.Visando não causar prejuízo aos proprietários, o governo, pressionado pela Inglaterra, foi alcançando seus objetivos aos poucos. O primeiro passo foi dado em 1850, com a extinção do tráfico negreiro. Vinte anos mais tarde, foi declarada a Lei do Ventre-Livre (de 28 de setembro de 1871). Esta lei tornava livre os filhos de escravos que nascessem a partir de sua promulgação. 

Princesa Isabel: assinou a Lei Áurea em 13 de maio de 1888
A Lei Áurea aboliu a escravidão no Brasil
Em 1885, foi aprovada a lei Saraiva-Cotegipe ou dos Sexagenários que beneficiava os negros de mais de 65 anos. Foi em 13 de maio de 1888, através da Lei Áurea, que liberdade total finalmente foi alcançada pelos negros no Brasil. Esta lei, assinada pela Princesa Isabel, abolia de vez a escravidão no Brasil. 

A vida dos negros brasileiros após a abolição 

Após a abolição, a vida dos negros brasileiros continuou muito difícil. O estado brasileiro não se preocupou em oferecer condições para que os ex-escravos pudessem ser integrados no mercado de trabalho formal e assalariado. Muitos setores da elite brasileira continuaram com o preconceito. Prova disso, foi a preferência pela mão-de-obra europeia, que aumentou muito no Brasil após a abolição. Portanto, a maioria dos negros encontrou grandes dificuldades para conseguir empregos e manter uma vida com o mínimo de condições necessárias (moradia e educação principalmente).
Fonte: http://www.suapesquisa.com/historiadobrasil/abolicao.htm
Max Marcelo, Adriano e Alexandre

Pesquisa: Turma 703 (Adriano Lobato, Alexandre Ferreira, João Vítor, Max Marcelo)
Revisão: Prof. Allyson Fabrício (História)






Postado por Prof. José Carlos

sábado, 11 de maio de 2013

DIA DAS MÃES

O Dia das Mães também designado de Dia da Mãe é uma data comemorativa em que se homenageia a mãe e a maternidade. Em alguns países é comemorado no segundo domingo do mês de Maio, como no Brasil.
Nos Estados Unidos, as primeiras sugestões em prol da criação de uma data para a celebração das mães foi dada pela ativista Anna Maria Reeves Jarvis, que organizou, em 1865, os Mother's Friendship Days (Dias de Amizade para as Mães), para melhorar as condições dos feridos na Guerra de Secessão que assolou os Estados Unidos no período. Mais cedo, em 1858, Jarvis havia fundado os Mothers Days Works Clubs, com o objetivo de diminuir a mortalidade de crianças em famílias de trabalhadores. Em 1870, a escritora Julia Ward Howe (autora de “O Hino de Batalha da República”) publicou o manifesto Mother's Day Proclamation, pedindo paz e desarmamento depois da Guerra de Secessão.
Mas, reconhecida como idealizadora do Dia das Mães na sua forma atual é a metodista Anna Jarvis, filha de Ann Maria Reeves Jarvis, que em 12 de maio de 1907, dois anos após a morte de sua mãe, criou um memorial  a sua mãe e iniciou um campanha para que o Dia das Mães fosse um feriado reconhecido. Ela obteve sucesso ao torná-lo reconhecido nos Estados Unidos em 8 de maio de 1914, quando a resolução Joint Resolution Designating the Second Sunday in May as Mother's Day foi aprovada pelo Congresso dos Estados Unidos, designando o segundo domingo do mês de maio como Dia das Mães. No âmbito desta resolução, o Presidente dos Estados Unidos Thomas Woodrow Wilson proclamou, no dia seguinte, que, no Dia das Mães, os edifícios públicos devem ser decorados com bandeiras. Assim, o Dia das Mães foi celebrado pela primeira vez em 9 de maio de 1914.
Com a crescente difusão e comercialização do Dia das Mães, Anna Jarvis afastou-se do movimento, lamentou a criação e lutou para a abolição do feriado.
No Brasil, em 1932, o então presidente Getúlio Vargas oficializou a data no segundo domingo de maio. Em 1947, Dom Jaime de Barros Câmara, Cardeal-Arcebispo do Rio de Janeiro, determinou que essa data fizesse parte também no calendário oficial da Igreja Católica.
No Brasil e nos Estados Unidos, o Dia das Mães é a segunda melhor data do comércio, depois do Natal.

FELIZ DIA PARA TODAS AS MÃES

Jesus, o filho de Deus, veio ao mundo 
através de uma mulher, Maria.
Você também é uma mulher, 
e por seu intermédio, e de mulheres como você, 
Deus mandou ao mundo outros filhos, 
para povoarem o mundo e  serem amados
e protegidos por essas mulheres
escolhidas e abençoadas.
Se eu fui um presente de Jesus para você, mamãe,
você é uma prova viva de que Jesus me ama muito,
porque me deu de presente a mãe mais maravilhosa
que um filho poderia ter.
Que a paz de Jesus, mamãe,
esteja presente em todos os momentos de sua vida
para te compensar por tanto amor e dedicação.

Jesus te ama, e eu também.
Feliz Dia das Mães!
Fonte: http://mensagensepoemas.uol.com.br/telemensagens/datas-especiais/dia-das-maes/mensagem-de-feliz-dia-das-maes-evangelica.html#at_pco=cfd-1.0

VÍDEO: O AMOR MATERNO É UNIVERSAL
Editado pelo Prof. José Carlos, com imagens publicadas originalmente no MSN Brasil ("O Amor Materno é Universal").

video



Pesquisa: Turma 703 (Adriano Lobato, Alexandre Ferreira, João Vítor, Max Marcelo)
Revisão: Prof. Allyson Fabrício (História)

Postado por Prof. José Carlos

quinta-feira, 9 de maio de 2013

HISTÓRIA DO PARÁ: A TRAGÉDIA DO BRIGUE "PALHAÇO"

O Brasil declarou-se independente de Portugal em 7 de setembro de 1822, contudo, o Grão-Pará não era Brasil. E essa província recusava-se em subordinar-se ao Estado brasileiro, preferindo continuar ligada a Portugal. 
Praça Batista Campos, ao fundo um de seus coretos
Homengem ao cônego Batista Campos
Teve destaque nessa relutância o cônego Batista Campos, apoiado principalmente por comerciantes brasileiros. Ele e o grupo do qual fazia parte, os Patriotas (liberais radicais), conseguiram, em janeiro de 1823, reunir número suficiente de pessoas para jurar fidelidade à Constituição lusitana. No entanto, deposta a junta governativa pelo imperador, os rebeldes exigiam a formação de um governo popular, sob a chefia de Batista Campos.
Refugiados no interior, os patriotas passaram a conspirar contra o governo, ganhando apoio das populações locais. As vilas de Cametá, Santarém, Macapá, Mazagão, Monte Alegre e Vigia transformaram-se em verdadeiros núcleos de conspiração. A adesão das massas populares às propostas de Batista Campos constituíram o começo de um processo que iria ter seu ponto culminante mais de dez anos depois com a Cabanagem.
As revoltas se multiplicavam na província insurgente. Em Muaná, no Marajó, o povo levantou suas armas e proclamou a tão desejada independência, em maio de 1823, sob a liderança de 200 homens. O idealismo marajoara foi sufocado pelas tropas portuguesas armadas de fuzis. No dia 13 de julho de 1823 a galera (navio) Andorinha do Tejo partiu para Lisboa, levando 267 presos, muitos dos quais faleceram durante a travessia.
No dia 11 de agosto de 1823, uma nau de guerra, de bandeira brasileira, fundeou na baía de Guajará. O comandante do barco, o capitão inglês (a serviço de D. Pedro I) John Pascoe Greenfell enviou à terra ofício do chefe da Esquadra Imperial, Almirante Alexandre Thomas Cockrane, informando que o porto de Belém estava bloqueado e as forças imperiais exigiam a rendição de quem se opunha à Independência Brasileira. Alegava que só restava ao Pará ser integrado, e que ele se encontrava com uma esquadra de navios fora da barra, prontos para assegurar a adesão. Mas na verdade, ele só tinha um navio. Essa estratégia já havia sido usada no Maranhão e dado resultado. 
Para conseguir a adesão com mais facilidade, Greenfell afirmava que as propriedades dos portugueses que aderissem ao Estado brasileiro seriam garantidas, devendo apenas prestar juramento de obediência à Sua Majestade Imperial. 
A Junta Governativa que era presidida por D. Romualdo de Sousa Coelho, resolveu reunir extraordinariamente um conselho para deliberar sobre a situação. A reunião encerrou-se às 23 horas com a decisão de que o Pará estava independente de Portugal, unindo-se ao Império. Em 15 de agosto de 1823, foi Proclamada da Adesão do Pará à Independência do Brasil. O brigue do capitão Greenfell deu salva de 21 tiros, respondido pela fortaleza da barra, anunciando o hasteamento da bandeira brasileira. No palácio do Governo, as autoridades formalizaram, solenemente, o ato da Adesão, com o povo, comemorando nas ruas. 
Tudo parecia resolvido, contudo, deposta a junta, os patriotas refugiados no interior exigiram a formação de um governo popular, sob a chefia de Batista Campos. Desmascarado o plano do comandante Greenfell, começaram as manifestações dos adversários e da própria população, contra a recém instalada Junta Provisória, acusada de manter no poder os comerciantes e latifundiários portugueses. Sem controle, os revoltosos invadiram as residências portuguesas e saquearam suas casas comerciais. O cônego Batista Campos, numa tentativa de evitar alguns desses conflitos, foi acusado pelo comandante inglês como um agitador político. 
Com autoritarismo, disposto a manter a “ordem”, Greenfell executou friamente 5 homens, como forma de reprimir as manifestações populares, e amarrou Batista Campos à boca de um canhão aceso. Membros da Junta Provisória intercederam e recomendaram a transferência do Cônego para ser processado e julgado no Rio de Janeiro. Greenfell recuou e soltou Batista Campos. Mas, não satisfeito com as execuções, aprisionou 256 suspeitos, por tempo indeterminado, no porão do brigue “Palhaço”, comandado pelo tenente Joaquim Lúcio Azevedo. 
Brigue da Marinha Imperial Brasileira
Devido às insuportáveis condições, os homens confinados berravam por água e por ar. Para acalmar os ânimos, a tripulação atirava, divertindo-se com os gritos dos agonizantes no porão, pelo calor e a sede. Aumentando a crueldade, foi lançada sobre os prisioneiros uma nuvem de cal viva. No dia seguinte, apenas quatro ainda viviam e, no dia posterior, somente um restava, João Tapuia. No total morreram 252 milicianos e praças, sufocados e asfixiados. 
Sobre o ocorrido Laurentino Gomes relatou que 
Brigue Palhaço
Tela de Romeu Mariz Filho
eram sete horas da manhã do dia 22 quando se correu a escotilha do navio em presença do comandante... E o que viu ele? Um montão de duzentos e cinquenta e dois corpos, mortos, lívidos, cobertos de sangue, dilacerados, rasgadas as carnes com horrível catadura e sinais de que tinham expirado na mais longa e penosa agonia”
John Greenfell eximiu-se de responsabilidade pelo ocorrido, argumentando que o ataque não se executara por ordens suas. Devido a este clima de desespero e crueldade, os caboclos e tapuias paraenses começaram então a percorrer os primeiros passos da longa trilha que levaria ao início do advento da Cabanagem, dez anos depois, em 1835.            
Max Marcelo, Adriano e Alexandre

Pesquisa: Turma 703 (Adriano Lobato, João Vítor, Alexandre Ferreira, Max Marcelo)
Revisão: Prof. Allyson Fabrício (História)






Postado por Prof. José Carlos

segunda-feira, 6 de maio de 2013

GALERIA DE ARTE DO LICEU - IMAGENS


No dia 02/05 (quinta-feira) as alunas Heloísa Madureira e Mylena Andrade, da turma 802, apresentadoras do programa HM20 da Rádio Liceu, visitaram a exposição Dalcídio Jurandir: barro do princípio do mundo, na Galeria de Arte do Liceu Escola. As imagens da visita podem ser vistas abaixo:







Texto e Imagens: Prof. José Carlos, Heloísa Madureira e Mylena Andrade
Postado por Prof. José Carlos